Não é preciso perder para valorizar. Vamos parar com essa prescrição vivencial de esperarmos "não ter mais" para só assim valorizar a "presença" daqueles que, por muitas vezes estiveram ali. Só damos valor à saúde, quando a doença está em evidência. Só damos valor à família, quando percebemos que eles sempre estão presentes quando todos somem no dia a dia. Só valorizamos o amigo verdadeiro, depois do "falso" se manifestar. Só damos valor ao verdadeiro amor, quando não possuímos mais aquela dose de atenção e carinho que antes dispensávamos facilmente.
A vida é assim, te dá a oportunidade para conhecer o melhor, e depois te tira, como se fosse aplicar uma lição para que aquele momento ficasse eternizado na sua memória. As perdas devem ser rotineiras, para que as vitórias estejam sempre em evidências.
Mas a partir de hoje, vamos mudar esse conceito. Você pode, se você quiser. A perda pode até ser inevitável, mas que não seja provocada pelos nossos próprios deslizes diários. Pegue a agenda do seu celular, passe número à número, veja onde e com quem anda falhando, conserte! Liste as pessoas importantes que já passaram por sua vida, veja quantas delas saíram sem que você sequer notasse a ausência, se sentir saudades, vá atrás, conserte! Lembre-se dos momentos bons com a sua família, com seus melhores amigos. Faça um mini gráfico, e veja quem sempre esteve presente, mesmo diante da conveniência e inutilidade, de valor, conserte! Vivemos num mundo de muitos erros e acertos. Erramos milhões, mas podemos consertar milhões, se quisermos, e basta querermos para iniciarmos. Desejo que sempre haja novos recomeços, e que, em cada um deles, possamos olhar para trás com a certeza de que as tentativas foram maiores que os nossos erros. E assim sempre será! Amém.
- Rafael Gonçalves
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